Cobranças inteligentes e condicionais
Cobranças que só liquidam quando o combinado acontece — eventos como entrega confirmada, serviço prestado, gatilho atendido.
O que é
Hoje, a cobrança — boleto ou Pix — é “no vencimento”: o pagamento acontece na data, independentemente de o serviço ter sido entregue ou não.
A cobrança condicional muda isso: o valor só é liberado quando um gatilho acontece — a entrega foi confirmada, o serviço foi prestado, o contrato segue ativo. É o fim do “pague agora, confira depois”.
O resultado é simples: menos disputas, menos inadimplência por divergência e mais segurança tanto para quem paga quanto para quem recebe.
Como funciona na prática
Três peças fazem isso acontecer — sem mágica, com integração.
Escrow — valor travado
O valor fica retido até a condição ser confirmada — ninguém recebe antes da hora.
É como um caução digital: o dinheiro existe, mas só circula quando o combinado acontece.
Oracle — a fonte que confirma
É quem informa se a condição aconteceu — um rastreio de entrega, o status de um serviço no ERP, um sensor.
Não é um “oráculo mágico”: são integrações com sistemas reais que a sua empresa já usa.
Liquidação automática
Com a condição confirmada, o contrato executa sozinho — paga ao credor, devolve ao pagador ou divide o valor conforme o combinado.
Sem boleto novo, sem cobrança manual, sem renegociação: o contrato faz o que foi combinado.
Onde estamos hoje
O Banco Central já construiu os tijolos para isso — e parte do caminho já funciona com a infraestrutura de hoje.
Os tijolos do Banco Central
O split tributário no Pix (com testes internos iniciados em 2026 e implementação gradual), a cobrança híbrida, as duplicatas escriturais e o Pix em Garantia estão na agenda oficial do BC.
O que já existe hoje
Pix, RPA, APIs de rastreio e ancoragem em blockchain já permitem montar cobranças condicionadas a eventos reais — sem esperar nenhuma infraestrutura futura.
Sem promessa vazia
Nem todo caso depende da mesma tecnologia. Por isso organizamos os exemplos numa escada de maturidade: do que já é consolidado no mercado ao que ainda é pioneiro.
Casos reais que já dá para imaginar
Uma escada de maturidade: do consolidado ao pioneiro, sem prometer mais do que a tecnologia entrega.
Pagamento em garantia (escrow)
O valor fica travado até o serviço ser entregue; reduz disputa e inadimplência por divergência.
Pagamento condicionado à entrega
O pagamento é liberado quando o rastreio confirma “entregue”.
Assinatura condicionada ao serviço
O débito recorrente só acontece se o serviço foi prestado no período.
Split automático + tributos
O imposto CBS/IBS é retido automaticamente na liquidação, no core bancário — é o split payment.
Duplicata escritural com liquidação automática
O título registrado liquida e baixa sozinho quando o sacado paga.
Seguro paramétrico condicional
O contrato paga sozinho quando um gatilho objetivo ocorre (atraso de voo, chuva acima do limite), sem perícia.
Como a Neo se posiciona
A Neo é a ponte: a sua empresa contrata a regra do negócio, e a nossa API absorve a complexidade técnica — escrow, oracles, split e ancoragem.
Uma API única conecta ERPs e CRMs a gatilhos reais — rastreio, status de serviço, sensores — sem reescrever o seu sistema.
Regras de liquidação configuráveis: pagar, devolver ou dividir o valor conforme o contrato — sem cobrança manual.
Ancoragem em blockchain como camada de evidência: cada gatilho e cada liquidação ficam registrados de forma auditável.
Acompanhamos o roadmap do BC (split tributário, Pix em Garantia, duplicatas) para que cada degrau da escada chegue pronto à sua PME.
Transparência sobre o que é hoje e o que é futuro
Nem tudo nesta página é realidade imediata — e dizemos isso de propósito. Escrow e pagamento condicionado à entrega já existem; split tributário e duplicatas escriturais estão em implantação pelo Banco Central; seguro paramétrico ainda é pioneiro. A Neo não promete o que a tecnologia ainda não entrega: nós construímos a ponte para que cada degrau, ao amadurecer, chegue à sua empresa sem retrabalho.
