Pix conectado ao mundo via Nexus
Pagamentos internacionais instantâneos, com baixo custo de câmbio — conectando o Pix do Brasil aos sistemas de pagamento de outros países.
Cada ponto é um sistema de pagamento instantâneo nacional. O Nexus é a linha que liga um ao outro — pagamento em segundos, sem banco correspondente no meio.
O que é
O Nexus é um projeto do BIS — o Bank for International Settlements, conhecido como "o banco central dos bancos centrais" — que conecta os sistemas de pagamento instantâneo de vários países. Na prática, é um "Pix global": quem paga em um país consegue transferir em segundos para outro, com custo muito menor do que as transferências internacionais tradicionais, que hoje levam dias e cobram caro.
O Nexus não substitui o Pix. Ele é uma camada que liga o Pix aos sistemas de outros países — como uma ponte entre o "Pix do Brasil" e o "Pix da Índia", por exemplo.
Uma observação honesta
O Pix Internacional do Banco Central é uma agenda própria do BC brasileiro — ela pode usar o padrão Nexus ou seguir outro caminho. Acompanhamos as duas frentes e não damos como certo aquilo que ainda depende de decisão oficial.
Onde estamos hoje
Fatos verificáveis sobre o Nexus e sobre a agenda brasileira — sem previsões de datas que não foram anunciadas.
Do conceito ao blueprint
O Nexus nasceu no BIS em 2022 e teve seu desenho completo — o blueprint, ou seja, o manual técnico de como conectar os sistemas — concluído em julho de 2024.
Pilotos na Ásia
Os pilotos conectam Índia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia — os primeiros países a trabalharem na implementação ao vivo do padrão.
Governança e operação em 2026
Foi criada a Nexus Scheme Organisation, a entidade que define as regras do esquema. O projeto entra em operação ao vivo em 2026, e a primeira onda conecta um mercado de cerca de 1,7 bilhão de pessoas.
Brasil: na agenda, sem adesão formal
Em agosto de 2026, o Banco Central anunciou uma agenda para conectar o Pix a sistemas de pagamento de outros países e a mecanismos multilaterais globais. Ou seja: o Pix Internacional está oficialmente na agenda do BC — mas o Brasil ainda não aderiu ao projeto Nexus.
Acompanhamos o cronograma oficial do BIS e do Banco Central — quando houver definição, você saberá por nós.
O que muda (e o que não muda) para a PME
O ponto central: a mudança acontece na infraestrutura, não no seu dia a dia.
O que muda
Hoje, receber de um cliente no exterior exige banco correspondente — um banco intermediário que repassa o dinheiro entre países.
Hoje a espera é de dias e o câmbio (a conversão de moeda) sai caro, com várias taxas empilhadas.
Com o Pix internacional, o recebimento chega em segundos e com custo menor, com conversão automática.
O que não muda
A PME continua emitindo a NFS-e de exportação normalmente, no padrão brasileiro.
O ERP continua o mesmo — nenhuma troca de sistema, nenhuma reescrita.
A Neo absorve a tradução de padrão: a complexidade fica com a gente, não com você.
Casos que já dá para imaginar
Situações concretas em que o Pix conectado ao mundo muda o jogo.
Exportadora de serviços
A empresa presta serviço para cliente no exterior, emite a NFS-e de exportação e recebe em reais em segundos, com conversão automática — sem esperar dias e sem burocracia de câmbio.
E-commerce internacional
O comprador estrangeiro paga lendo um QR Code no padrão Nexus pelo app do banco dele. A venda é concluída na hora, como se fosse um Pix nacional.
Freelancer e remessas
O profissional que presta serviço para fora recebe sem intermediário, sem esperar dias e com custo menor que o das remessas tradicionais.
Para desenvolvedores
A API da Neo continua a mesma. A tradução entre o padrão Pix atual e o padrão Nexus fica com a Neo — o CRM/ERP do cliente não muda nada.
Um exemplo do começo ao fim
Da assinatura do contrato à conciliação automática no ERP.
Contrato
A empresa fecha o contrato com o cliente no exterior.
Serviço prestado
O serviço é entregue normalmente, exatamente como hoje.
NFS-e de exportação
A nota é emitida no padrão brasileiro, sem nenhuma mudança de processo.
Pagamento via Nexus
O cliente no exterior paga pelo sistema de pagamento instantâneo do país dele, conectado ao Pix pelo Nexus.
Recebimento em segundos
O valor cai em reais na conta da empresa, com conversão automática e custo menor.
Conciliação automática
O pagamento é conciliado automaticamente no ERP — sem retrabalho e sem digitação manual.
Timeline de maturidade
Do conceito no BIS até o cliente da Neo conectado — sem trocar de sistema.
2022
Conceito do Nexus
O BIS apresenta a ideia de conectar sistemas de pagamento instantâneo entre países.
2024
Blueprint + pilotos
Desenho técnico concluído e pilotos na Ásia: Índia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia.
2026
Operação ao vivo no exterior
Primeira onda em produção, conectando um mercado de cerca de 1,7 bilhão de pessoas.
Próximo passo
Decisão do BC brasileiro
A adesão do Banco Central do Brasil ao Nexus — ou o caminho próprio do Pix Internacional.
Futuro
Pix Internacional no Brasil
O padrão operacional em produção para empresas brasileiras.
Depois
Clientes da Neo conectados
Sua empresa recebe do exterior pela mesma integração de sempre — sem trocar de sistema.
O que a Neo precisa fazer na prática
Quando o padrão for definido e o Banco Central aderir, o trabalho técnico é nosso — e ele já está mapeado.
Consumir a API do padrão Nexus / Pix Internacional (a interface técnica pela qual os sistemas conversam entre si).
Receber webhooks de confirmação de pagamento internacional — avisos automáticos de que o dinheiro entrou.
Manter exatamente a mesma API para integradores e CRMs, para que nenhum cliente precise refazer integração.
A Neo não é o banco, nem o BIS, nem a câmara de câmbio. Ela é a ponte que traduz o novo padrão para dentro do sistema do cliente, sem retrabalho.
Como a Neo se posiciona
A mesma lógica dos demais cases: antecipação regulatória e arquitetura pronta para absorver o novo padrão antes que ele chegue à sua operação.
Monitoramento ativo do cronograma do BIS e do Banco Central.
Arquitetura de integração (API, mTLS, homologação) já desenhada para absorver novos padrões.
Quando o BC aderir, a conexão será imediata: a Neo traduz o padrão Nexus internamente.
O cliente não muda nada — mesmo ERP, mesma API, mesma rotina fiscal.
Transparência sobre o que depende de decisão oficial
O Nexus conecta sistemas de várias nacionalidades — ele não substitui o Pix atual. A operação no Brasil depende da adesão do Banco Central e das regras cambiais brasileiras (câmbio é a conversão entre moedas; o IOF é o imposto que incide sobre operações com moeda estrangeira). Estamos monitorando e nos preparando: quando abrir, você já está conectado — sem trocar de sistema.
