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Cenário futuro · Explorando

Pix conectado ao mundo via Nexus

Pagamentos internacionais instantâneos, com baixo custo de câmbio — conectando o Pix do Brasil aos sistemas de pagamento de outros países.

ÍndiaMalásiaFilipinasSingapuraTailândiaBrasil (em avaliação)

Cada ponto é um sistema de pagamento instantâneo nacional. O Nexus é a linha que liga um ao outro — pagamento em segundos, sem banco correspondente no meio.

O que é

O Nexus é um projeto do BIS — o Bank for International Settlements, conhecido como "o banco central dos bancos centrais" — que conecta os sistemas de pagamento instantâneo de vários países. Na prática, é um "Pix global": quem paga em um país consegue transferir em segundos para outro, com custo muito menor do que as transferências internacionais tradicionais, que hoje levam dias e cobram caro.

O Nexus não substitui o Pix. Ele é uma camada que liga o Pix aos sistemas de outros países — como uma ponte entre o "Pix do Brasil" e o "Pix da Índia", por exemplo.

Uma observação honesta

O Pix Internacional do Banco Central é uma agenda própria do BC brasileiro — ela pode usar o padrão Nexus ou seguir outro caminho. Acompanhamos as duas frentes e não damos como certo aquilo que ainda depende de decisão oficial.

Onde estamos hoje

Fatos verificáveis sobre o Nexus e sobre a agenda brasileira — sem previsões de datas que não foram anunciadas.

01

Do conceito ao blueprint

O Nexus nasceu no BIS em 2022 e teve seu desenho completo — o blueprint, ou seja, o manual técnico de como conectar os sistemas — concluído em julho de 2024.

02

Pilotos na Ásia

Os pilotos conectam Índia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia — os primeiros países a trabalharem na implementação ao vivo do padrão.

03

Governança e operação em 2026

Foi criada a Nexus Scheme Organisation, a entidade que define as regras do esquema. O projeto entra em operação ao vivo em 2026, e a primeira onda conecta um mercado de cerca de 1,7 bilhão de pessoas.

04

Brasil: na agenda, sem adesão formal

Em agosto de 2026, o Banco Central anunciou uma agenda para conectar o Pix a sistemas de pagamento de outros países e a mecanismos multilaterais globais. Ou seja: o Pix Internacional está oficialmente na agenda do BC — mas o Brasil ainda não aderiu ao projeto Nexus.

Acompanhamos o cronograma oficial do BIS e do Banco Central — quando houver definição, você saberá por nós.

O que muda (e o que não muda) para a PME

O ponto central: a mudança acontece na infraestrutura, não no seu dia a dia.

O que muda

  • Hoje, receber de um cliente no exterior exige banco correspondente — um banco intermediário que repassa o dinheiro entre países.

  • Hoje a espera é de dias e o câmbio (a conversão de moeda) sai caro, com várias taxas empilhadas.

  • Com o Pix internacional, o recebimento chega em segundos e com custo menor, com conversão automática.

O que não muda

  • A PME continua emitindo a NFS-e de exportação normalmente, no padrão brasileiro.

  • O ERP continua o mesmo — nenhuma troca de sistema, nenhuma reescrita.

  • A Neo absorve a tradução de padrão: a complexidade fica com a gente, não com você.

Casos que já dá para imaginar

Situações concretas em que o Pix conectado ao mundo muda o jogo.

Exportadora de serviços

A empresa presta serviço para cliente no exterior, emite a NFS-e de exportação e recebe em reais em segundos, com conversão automática — sem esperar dias e sem burocracia de câmbio.

E-commerce internacional

O comprador estrangeiro paga lendo um QR Code no padrão Nexus pelo app do banco dele. A venda é concluída na hora, como se fosse um Pix nacional.

Freelancer e remessas

O profissional que presta serviço para fora recebe sem intermediário, sem esperar dias e com custo menor que o das remessas tradicionais.

Para desenvolvedores

A API da Neo continua a mesma. A tradução entre o padrão Pix atual e o padrão Nexus fica com a Neo — o CRM/ERP do cliente não muda nada.

Um exemplo do começo ao fim

Da assinatura do contrato à conciliação automática no ERP.

01

Contrato

A empresa fecha o contrato com o cliente no exterior.

02

Serviço prestado

O serviço é entregue normalmente, exatamente como hoje.

03

NFS-e de exportação

A nota é emitida no padrão brasileiro, sem nenhuma mudança de processo.

04

Pagamento via Nexus

O cliente no exterior paga pelo sistema de pagamento instantâneo do país dele, conectado ao Pix pelo Nexus.

05

Recebimento em segundos

O valor cai em reais na conta da empresa, com conversão automática e custo menor.

06

Conciliação automática

O pagamento é conciliado automaticamente no ERP — sem retrabalho e sem digitação manual.

Timeline de maturidade

Do conceito no BIS até o cliente da Neo conectado — sem trocar de sistema.

  1. 2022

    Conceito do Nexus

    O BIS apresenta a ideia de conectar sistemas de pagamento instantâneo entre países.

  2. 2024

    Blueprint + pilotos

    Desenho técnico concluído e pilotos na Ásia: Índia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia.

  3. 2026

    Operação ao vivo no exterior

    Primeira onda em produção, conectando um mercado de cerca de 1,7 bilhão de pessoas.

  4. Próximo passo

    Decisão do BC brasileiro

    A adesão do Banco Central do Brasil ao Nexus — ou o caminho próprio do Pix Internacional.

  5. Futuro

    Pix Internacional no Brasil

    O padrão operacional em produção para empresas brasileiras.

  6. Depois

    Clientes da Neo conectados

    Sua empresa recebe do exterior pela mesma integração de sempre — sem trocar de sistema.

O que a Neo precisa fazer na prática

Quando o padrão for definido e o Banco Central aderir, o trabalho técnico é nosso — e ele já está mapeado.

Consumir a API do padrão Nexus / Pix Internacional (a interface técnica pela qual os sistemas conversam entre si).

Receber webhooks de confirmação de pagamento internacional — avisos automáticos de que o dinheiro entrou.

Manter exatamente a mesma API para integradores e CRMs, para que nenhum cliente precise refazer integração.

A Neo não é o banco, nem o BIS, nem a câmara de câmbio. Ela é a ponte que traduz o novo padrão para dentro do sistema do cliente, sem retrabalho.

Como a Neo se posiciona

A mesma lógica dos demais cases: antecipação regulatória e arquitetura pronta para absorver o novo padrão antes que ele chegue à sua operação.

Monitoramento ativo do cronograma do BIS e do Banco Central.

Arquitetura de integração (API, mTLS, homologação) já desenhada para absorver novos padrões.

Quando o BC aderir, a conexão será imediata: a Neo traduz o padrão Nexus internamente.

O cliente não muda nada — mesmo ERP, mesma API, mesma rotina fiscal.

Transparência sobre o que depende de decisão oficial

O Nexus conecta sistemas de várias nacionalidades — ele não substitui o Pix atual. A operação no Brasil depende da adesão do Banco Central e das regras cambiais brasileiras (câmbio é a conversão entre moedas; o IOF é o imposto que incide sobre operações com moeda estrangeira). Estamos monitorando e nos preparando: quando abrir, você já está conectado — sem trocar de sistema.

Quer saber como o Pix internacional pode afetar seu negócio?